<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790</id><updated>2009-11-03T18:27:43.119-02:00</updated><title type='text'>Lágrimas e Klinex</title><subtitle type='html'>Sem saber a solução, por não saber qual era o problema, chorei lágrimas azuis. Lenços de papel voadores me acalmaram...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>49</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-4732430804247415888</id><published>2009-11-03T18:26:00.001-02:00</published><updated>2009-11-03T18:26:42.554-02:00</updated><title type='text'>Lágrimas e Klinex</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fazia tempos que não me entristecia assim. Já me era quase um sentimento desconhecido, clandestino em meu pequeno coração. Meu corpo via-se seco e esturricado por dentro, ligações internas quase rompidas. Talvez foi o desacostume, é verdade, que fez com que todas as cores parecessem borradas, e as linhas indefinidas diante de meus olhos mareados de lágrimas salgadas. Bochechas úmidas e nariz escorrendo, sentia os lábios entortarem com força para segurar qualquer outra lágrima que restava-me ainda pendurada nos cílios, que traria consigo uma outra longa enxurrada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sentava-me no escuro sozinha, patética - invisível porém. Dialogava com as sombras que via rondar os meus olhos, e aconchegava-me no quente do edredon amassado feito um colo carinhoso. O escuro respondia-me, tudo aquilo que desejava, ouvia de novo as palavras gaguejadas que saiam em um impulso incontrolado. E então, deixava-me ser no silêncio solitário, eu apenas e meus pensamentos. Terríveis pensamentos, que de vez em quando trazia-me de volta à memória todos os sofrimentos de momentos atrás, e dava de novo aos meus olhos motivos para transbordarem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fazia tempo, é verdade, que não me sentava naquela posição tristonha, e me encontrava de repente, com aquele tal espírito escritor que reside alguma parte de mim. Engordara, acredito eu, desde a última vez que nos encontramos nesta mesma situação. Pois foi quase instantaneamente que os meus dedos molhados de lágrimas enxugadas começaram a formigar. Sim, minha mão formiga sempre que tenho em minha cabeça, palavras exaltadas crescendo-se em frases emocionais. E as benditas palavras vinham me violentas, uma após a outra, em orações lindíssimas que acabaram por se perder na minha imaginação incontrolável. É-me normal, porém, perder idéias de repente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Todas as lágrimas secaram, sim, e senti que meu nariz já não estava mais vermelho. Meus lábios, agora talvez, acompanhavam sussurrando as várias idéias que me brotavam no pensamento, nada que eu conseguisse perceber ou controlar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acho que então adormeci, vestida neste outro espírito que me toma nas horas mais inesperadas. Pois então não me encontrava mais no escuro, como antes havia me deixado. Não havia sombras ao meu redor, nenhuma, tampouco conforto. Estava ali apenas eu, em mais ninguém – incríveis ossos fracos, e uma pele sensível que mal os cobria. Mãos pequenas e grandes olhos, sim, foi isso o que vi enquanto me observava em alguma poça qualquer. Enxergava nas veias verdes o fluxo estranhamente lento do sangue quente e grosso. Só por isso soube que ainda vivia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O cenário eu não entendo, até hoje. Procuro em lembranças, mas o que vejo, na realidade, são dois olhos enormes – meus, eu sei – que brilhavam com a mesma tristeza que fora derramada por todo o escuro compreensível. E não é que ainda lhe escorriam lágrimas, enormes gotas de água pesada, que contornavam as bochechas e pingavam pelo queixo, sem qualquer controle e sem mais nenhum motivo aparente, pois até esse já havia desvanecido. É só isso que me lembro, dores injustificadas e sem controle. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sei bem que era um sonho. Pois é apenas em sonhos que os objetos mais desejados lhe aparecem nas mãos como em um passe de mágica – e em um movimento vi em minhas mãos um lenço de papel. Papel grosso, reparei com as pontas dos dedos ressecadas. Mas precisava secar as mágoas que me escapavam. E ao dobrar o papel da forma que sempre o faço – na metade, horizontalmente – vi palavras desenhadas em tinta azul, minha letra, por todo o papel. Frases, por mim mesma pensadas, que causavam-me ainda vergonha, mesmo quando lidas em silêncio para os meus próprios ouvidos. Sempre fui tão reclusa... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas relembrando as idéias e palavras que de mim um dia fluíram livremente, todas as mágoas exageradas que transbordavam de meus pobres olhos foram se tornando ainda outras idéias e palavras, frases ainda mais completas e histórias ainda mais significantes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sumiram quase todas, as lágrimas. Hoje, são-me raras. Mas o soberbo espírito escritor cresce mais e mais em mim todos os dias em que sinto aquela necessidade oculta de achar-me no escuro solitário das sombras reconfortantes. Os lenços portanto são agora usados em mais frequência – tenho até a minha própria coleção. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-4732430804247415888?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/4732430804247415888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2009/11/lagrimas-e-klinex.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/4732430804247415888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/4732430804247415888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2009/11/lagrimas-e-klinex.html' title='Lágrimas e Klinex'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-6401859484982524461</id><published>2009-09-23T16:48:00.002-03:00</published><updated>2009-09-23T16:49:05.472-03:00</updated><title type='text'>Dúvida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;        Seu rosto espinhoso se alongava em frente ao espelho comprido. Seu cabelo oleoso se formava como se duas grandes ondas em sua testa, grudadas às orelhas. O Sol do fim da tarde batia em seu rosto, fazendo seus dentes amarelados quase bonitos. Mas não se importava agora com qual aparência estava, já que projetos de lágrimas se acumulavam densas nas beiradas de seus olhos. Importava-se bastante, porém, com o tom exageradamente vermelho que o seu nariz assumira nos últimos segundos, acompanhando a marca ridícula que se formava ao redor de sua boca, igualmente vermelha como um batom mal passado, sempre que ameaçava chover. Seus lábios pareciam inchados, e seus olhos, menores. Sentada na cama, a certa distância do espelho, observava seu corpo dobrado, assustada com a estupidez da situação. A porta fechada dava-lhe a segurança para chorar os prantos que lhe viessem em segredo, mas a cabeça vazia não permitia pressa. As lágrimas presas sequer molhavam seus curtos cílios, e o nariz que fungava também não mostrava mais do que um blefe. Lembrava, sim, qual era o motivo pelo o qual deveria estar se acabando em prantos naquele exato momento, mas não conseguia mais sentir o motivo empurrando-lhe as dores para fora. Então encarava o espelho como se pudesse reviver com os próprios olhos vermelhos os momentos anteriores, para talvez, com alguma força extra, pudesse chorar de uma vez e acabar com tudo aquilo. Olhava para o rodapé encardido, uma grossa camada de poeira o encobria, e pensava na frustração que seria ter de caminhar daquele quarto, sorrateiramente, com o nariz e boca marcados com provas da tristeza, mas sem ter derramado nenhuma lágrima sequer. Passeava o olhar perdido pelo quarto, procurando algum passatempo para mantê-la trancada ali – vai que a sensação volta – e encontrou pendurado na porta do guarda-roupa, como sempre, algo que sem querer lhe interessou. Não havia nada de diferente, mas tomada pela sensação de vingança que subitamente substituira a tristeza, sentiu seu sangue subir ao rosto e enrubescer as bochechas enquanto encarava o que não se passava do colar favorito da outra. Presente seu, em alguma data comemorativa que já não se lembrava mais qual era, o colar colorido já havia sido visto muitas e muitas vezes pendurado no pescoço da outra. Queria vingança? Sim, mas não sabia que era isso que aquecia seu corpo e empalidecia o nariz até o seu normal. Pois se lembrava muito bem – e como havia de esquecer – dos longos dias que passavam no silêncio que tomava conta de todos os cômodos da casa, sugando todo o ar saudável do ambiente e transformando as mais longas tardes em puros momentos de tortura. Poderia haver palavras, se quisesse, mas seriam todas devolvidas com um tom afiado que lhe machucaria mais. O silêncio era apenas asfixiante, as palavras eram golpes de adagas nas mãos desprotegidas. E por mais que lhe implorasse uma explicação, sabia que não lhe seria direta, apenas um olhar torto que a faria se questionar, talvez, para sempre – era aquilo, afinal, sua culpa? Não poderia ser, e esta sua negação desesperada parecia-lhe tão ridícula que a fazia acreditar que sim, ela causara aquilo. E sua insensibilidade era, inclusive, tanta, que não conseguia nem perceber o quanto era culpada. Perguntava-se, confusa, se deveria implorar-lhe perdão e misericórdia. Os dias se passavam engolindo saliva seca, tomando a coragem para o contato direto e uma resposta inimaginável. Mas, trancara-se no quarto. E começavam a surgir pensamentos controversos, que questionavam a própria certeza incerta que lhe palpitava no coração.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Sabia que não era insensível. Sabia que não poderia ser sua a culpa de tão súbita crise. Afinal, não tinha nem a força em seus ossos para causar problemas tão grandes. Era pequena, sim, de mente e de alma. Fraca para os parâmetros por si estabelecidos para sua motivação e comparação. Não era competitiva, só queria ser maior do que o mundo. E naquele momento, enclausurada opcionalmente, não sabia mais se poderia ser maior do que o mundo. A dúvida incessante que lhe martelava a moral e a fazia questionar de si ou da outra o tempo todo, cansava-a. Não queria mais essa vida de incertezas e sufocamentos. Não. Segurava com as mãos meladas as miçangas coloridas do colar da outra. O suor de suas mãos não era nervoso, mas tirava do corpo o excesso de raiva que se formara lá dentro. Era demais para tal corpo frágil. O rosto agora ainda mais pálido do que o normal guardava o olhar intenso que procurava inconscientemente no quarto fechado alguma forma cruel de vingança. Inconseqüente se sentia, e a fazia bem. A janela aberta foi o último lugar para o qual olhou. Estavam a muitos metros de altura, e com um pouco da força que sabia que poderia encontrar em si na hora certa, poderia jogar o precioso objeto para a rua que se estendia na frente do prédio velho. Não haveria evidências, restos, sujeira. Era apenas jogar. Pôs se de pé em frente ao espelho, não duvidou da força física, não pensou na negligência. Na frente da janela, com o Sol banhando-lhe o torso e cabelos compridos, e esperando ainda para aquela força a encontrar, esmagou o colar em suas mãos agora também geladas. Não a machucou, não o danificou. Demorou-se em frente à janela aberta, olhando para os carros que lá embaixo passavam em alta velocidade. A vingança parecia-lhe injustificável, mas necessária. Aquela dúvida a perturbava há dias agora e o silêncio formou-se como um bloqueio em uma garganta. Precisava de um barulho, provar-lhe que sim, ainda ouvia, uma interrupção à tortura discreta. Não seria exagero, certo, querer acabar com o questionamento que a maltratava. Mas ainda estava, porém, com o colar preso em sua mão, a força não havia a alcançado e as dúvidas aumentavam e mudavam de forma, enquanto a velha certeza se desmanchava e uma decisão precisava ser feita. Sabia agora, com certeza, que seria em demasia exagerado, mas já estava na metade do caminho. Os colares pendurados na maçaneta da porta balançavam naturalmente enquanto ela se observava no espelho, suas maçãs do rosto rosadas, olhos secos e brilhantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-6401859484982524461?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/6401859484982524461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2009/09/duvida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/6401859484982524461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/6401859484982524461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2009/09/duvida.html' title='Dúvida'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-7816103969526422490</id><published>2009-09-18T21:50:00.007-03:00</published><updated>2009-09-19T11:18:26.607-03:00</updated><title type='text'>O pior som da música</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A montagem brasileira do musical A Noviça Rebelde, ainda em cartaz, já levou milhares de pessoas às salas de teatro do Rio de Janeiro e São Paulo. Adaptado do filme de 1965 (de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II) a peça remonta com fidelidade a história de Maria Reiner, ex-noviça, ao se tornar babá das sete crianças von Trapp e se envolver na história de amor mais sincera de todas. O filme é deveras lindo, um dos meus favoritos de todos os tempos. Quem poderia esquecer, afinal, a graça de Julie Andrews no papel de Maria, sua harmonia com a personagem e – claro – a sua voz que traz às canções a paixão necessária. Julie, por si só, é o principal motivo do sucesso do filme, e nunca pensei que algo fosse capaz de estragá-lo. Até assistir a peça brasileira. Já sabemos que nada bom vem de adaptações, apenas talvez, quando estas juntam os originais com elementos exteriores, e conseguem criar uma coisa completamente nova. Então, podem até ser boas. O próprio filme é um bom exemplo, pois foi adaptado da peça da Broadway, que por sua vez foi baseada na vida real de Maria Reiner e Georg Von Trapp. Mas a montagem atual, bom, esta não se passa de uma adaptação mal sucedida mesmo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Comecemos pelo começo: as músicas. Rodgers e Hammerstein fizeram um ótimo trabalho ao escrevê-las, e Charles Möeller e Cláudio Botelho fizeram um trabalho completo ao acabarem com toda a sua magia. Por todo o espetáculo, paira no ar uma forte impressão de que o &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Google Translator&lt;/i&gt; foi hiper utilizado. Por exemplo, na música “Maria”, que contém o verso “cabeça de vento/ biruta lelé/ tãn-tãn” TÃN-TÃN? Jura que não há nada melhor do que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;tãn-tãn&lt;/i&gt;? Ou então durante a “Dó-Ré-Mi”, conhecida e adorada por tantos, em que se podem encontrar coisas como “Lá é lá no cafundó.” E estes são apenas dois pequenos exemplos, não vou nem comentar como “Edelweis” teve o seu propósito e sensibilidade destruídos com a atuação de Saulo Vasconcelos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Lembram-se quando falei de Julie Andrews, de sua graça, harmonia e quase perfeição? Pois então, Kiara Sasso não tem nada disso. Respeito muito a profissão de atores, principalmente atores de teatro que devem cantar, e apesar de todo o seu sucesso &lt;st1:personname productid="em O Fantasma" st="on"&gt;em O Fantasma&lt;/st1:personname&gt; da Ópera e A Bela e a Fera, não acertou com Maria. O tom nasal que incorpora nas músicas, junto com a sua irritante mania &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;dze pronunziar zes em todaz az palávraz que não zão ezcritaz com zes, &lt;/i&gt;como se estivesse brincando de pick-a-boo com uma criança de um ano e meio o tempo todo, trazem apenas desonra para Julie Andrews. Ah, sim, para a verdadeira Maria Von Trapp também... Isso mesmo, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Von&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Trapp,&lt;/i&gt; e não &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Fon Tráppi,&lt;/i&gt; como todos insistem em dizer o tempo todo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Uma última observação. Na montagem brasileira, assim com na de Broadway, a Baronesa Schraeder e o Tio Max cantam. Têm duas ou três musicas que expressam suas superficialidade e ganância. No filme, porém, eles não cantam. O que é ótimo, pois parece trazer um argumento a mais – e bem importante – para justificar o amor e casamento de Maria e Georg. Afinal, ela trouxe de volta a musica para a vida dele, fez ressurgir a sensibilidade que há muito se escondera. Os dois juntos, mais os sete filhos, são a Família de cantores Von Trapp. Se a Baronesa canta, ela pode fazer parte da família, e tudo o que resta para tentar juntar Maria e Georg é o amor puro, e este não tem a menor graça. É errado fazer a Baronesa cantar, se a não-cantoria dela faz muito mais sentido. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Como já devo ter dito antes, A Noviça Rebelde é um dos meus filmes favoritos. Devo ter o assistido umas nove vezes e meia, o que dá em torno de 28 horas de minha vida. Isso pode ter interferido na construção de minha opinião sobre a peça, é verdade, mas mesmo assim foi completamente insatisfatório. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-7816103969526422490?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/7816103969526422490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2009/09/o-pior-som-da-musica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/7816103969526422490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/7816103969526422490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2009/09/o-pior-som-da-musica.html' title='O pior som da música'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-5845161711254553513</id><published>2009-08-16T17:34:00.005-03:00</published><updated>2009-08-29T14:24:48.695-03:00</updated><title type='text'>O dia em que a noite não veio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eram férias de dezembro, alguns dias antes do Natal, se não me engano. Minha irmã mais velha segurava em seu colo o meu pequeno irmão agitado, que resistia bravamente a todas as nossas sugestões de obedecer a rotina estabelecida nas noites dos dias letivos: banho, janta, sono. Fazíamos proposta, chantagens, mas o miúdo gritava "Não!" para tudo o que dizíamos. Foi então que, já se pendurando de ponta cabeça nos braços de minha irmã, o pequeno jogou sua ultima carta: "Mas não está nem noite ainda". É verdade, olhando pela janela e vendo o Sol alaranjado brilhando baixo no céu roxo, nem se desconfiava que já se passara das sete e meia há muito. A resposta foi rápida e tão astuta quanto a jogada da criança: "É porque é verão, querido. É dia mesmo quando é noite." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Boom!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah, a simplicidade da frase, a inocência da fala. Meus irmãos nem desconfiavam que martelava agora em minha cabeça uma imagem, bem forte, de um grande terreno, gramado verde e bem cuidado, e uma casa enorme e térrea, mais ou menos no meio do terreno. Uma grande varanda haveria nesta casa, tomando conta de toda a sua frente, e nela, balançando em uma cadeira que não balançava quando nova, um senhor de mãos fracas e cabelos brancos, finos. Aos seus pés, crianças, várias. Observavam o céu noturno que se derretia com o Sol brilhante. No rádio, alguma voz rouca e abafada diria "é dia mesmo quando é noite". Era um conto. Sem personagens ou nomes, apenas uma narração cansada - esta, minha mesmo - de certos acontecimentos que trariam consequências, não sei se para ti, mas com certeza para mim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naquela noite, quando fui dormir, já havia esboçado em minha cabeça o conto, que escreveria e postaria no meu blog no dia seguinte. Não tinha título ainda, mas pensaria nisso depois. Meu irmão, que se rendera ao sono há muito tempo, respirava o ar pesado do quarto escuro, ruidoso, ressonava o pequeno. Adorava estes momentos, que respirava fundo no meio de seu sono e se mexia na cama, como se completamente mergulhado em sua, aparentemente, pequena imaginação. Sentei na cama e pensei, ainda não sei por que pensei, que há muito tempo não tinha um sonho que conseguisse me lembrar de manhã. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Boom! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois naquela noite mesmo, enquanto a temperatura vacilava, os gatos miavam e a noite existia, sonhei um sonho que consegui lembrar de manhã. Estava eu - com meu corpo, minha cara, minhas mãos e cabelos - em uma livraria. Era escura como a Fnac, mas lotada como a Livraria Cultura. Vi, bem no meio da loja, em uma daquelas estantes que servem para chamar-lhe a atenção para lançamentos, um livro de capa azul royal, letras brancas e grandes. "O dia em que a noite não veio" dizia, com o meu nome escrito embaixo. Estranho, sei que pensei. Arrisquei-me, abri o livro, e &lt;em&gt;a lá Coração de Tinta, &lt;/em&gt;encontrei-me em uma casa muito parecida com aquela que havia imaginado antes, só que menor, com apenas um quintal e em uma rua movimentada, com várias casas parecidas. Uma mulher lindíssima cortava cenouras na cozinha, enquanto outra assistia e lhe fazia perguntas. Ouvia, ao longe, uma narração aflita. Observei enquanto a história se contou na minha frente, sempre acompanhada da mesma voz carente, até que, ao chegar ao fim, os cenários se desmancharam. Ouvi congratulações de meus pais, e meu irmão, agora adolescente e cheio de espinhas, dizia-me que "até que curtiu". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando acordei naquela manhã, com gritos suaves de meu irmão que, já impaciente, mas ainda criança, queria que eu acordasse para que pudéssemos sair, lembrei-me daquele sonho, junto com pensamentos como: será que tenho agora um título para o conto? Escovava os dentes, ainda meio dormindo, rindo-me do sonho louco que havia tido - e que conseguia me lembrar muito bem. Foi então que me brilhou uma ideia: fazer daquilo um livro, de verdade. A minha proposta original para mim mesma, era, claro, esperar vários anos até que, com a cabeça já convencida de que escrever é possível para todos, escreveria o livro e nadaria em prazer ao ter meu nome reconhecido nas livrarias de São Paulo. Bateu-me, de repente, outro pensamento (Boom!), este mais arriscado. Um choque de adrenalina correu pelo meu corpo, e me olhei no espelho me perguntando se havia mesmo pensado naquilo: por que não escrever o livro agora? Ideia absurda, óbvio, porém muito atraente, e me acompanhou o resto do dia. Sabe, para qualquer pessoa com medo da ganância, um livro inteiro é um passo grande demais para ser feito de uma vez só, mesmo para aqueles que arriscam um conto de vez em quando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passaram-se alguns dias, Natal, Ano Novo, 16 de janeiro, e então 17 e 18, e de vez em quando pensava na tal ideia. Até que me resolvi, escreveria um livro, mas em segredo. Contaria apenas para aqueles que eu achava que gostariam de saber, e só depois de tê-lo pronto em minhas mãos. Claro que não deu certo. Pois presa nessa ansiedade de escrever algo tão significativo em minha vida ainda tão curta, não conseguia pensar em um nome para a minha personagem principal, aquela mulher lindíssima. Guardando o segredo com todas as minhas forças, perguntei às minhas amigas "quais nomes gostavam, mas não poriam em suas filhas". Disseram-me vários, rejeitei-os todos, até que, como se do nada, uma amiga disse "Maria Iolanda"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Boom!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o rosto que tinha imaginado tornou-se ainda mais completo e claro. Nome e rosto se combinaram em uma harmonia que não podia negar. Yolanda seria o nome da personagem principal do meu livro. A outra, bom, esta também era importante, mas ainda não tinha forma. Encarnei - sim, em mim mesma - a voz aflita que acompanharia a história. Dei-me a responsabilidade de fazer parte da história. "Escritores mudam de forma, transformam-se ao escrever" ouvia a voz de uma antiga professora de português ecoar em meus pensamentos. "Você pode ser o que quiser" ouvia uma apresentadora de um programa infantil de TV dizer no final de seus programas diários. Passei a ter em mim, guardado e escondido, outra pessoa que se parece muito comigo, mas que tem em si algumas diferenças sutis e julgadoras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cansei de tê-la em mim, sugou-me uma parte de minha alma e grudou-a no papel, mas hoje, respiro de novo, sozinha, o ar inspirador que respirava antes, sozinha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois hoje está pronto. Ou quase. Não sei se já tenho em mim a coragem de imprimi-lo e ter, em minha próprias mãos, o resultado apalpável de minha dedicação e trabalho. Concretizá-lo seria acabar com todas as minhas chances de desistir de tê-lo. Acho que, mesmo depois de tantos meses, ainda não me acostumei em ter em mim mesma um espírito escritor corajoso. Permita-me ser covarde por mais um tempinho, muito curto eu prometo, e aproveitar os últimos segredos que guardo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-5845161711254553513?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/5845161711254553513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2009/08/o-dia-em-que-noite-nao-veio_16.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/5845161711254553513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/5845161711254553513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2009/08/o-dia-em-que-noite-nao-veio_16.html' title='O dia em que a noite não veio'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-7003528629791680789</id><published>2009-06-15T21:43:00.011-03:00</published><updated>2009-08-19T15:18:46.891-03:00</updated><title type='text'>Paciência, paciência...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É a única coisa que ainda posso pedir àqueles que constantemente me perguntam como vai o meu livro. Recebem como resposta alguns segundos de silêncio ou um simples sorriso envergonhado q&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;ue&lt;/span&gt; quer dizer muito mais do que parece, explicações enfadonhas e enroladas para o todo este meu mistério e não desistem de perguntar de novo e de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas entendam: não é que não quero contar-los o que sei sobre meu livro. Eu quero. Muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o forte espírito da pseudo-escritora que me domina de vez em quando faz com que a surpresa e o segredo pareçam divertidos demais para serem desaproveitados desta forma tão crua. Além do mais, qual é a graça em ler uma história que já se conhece? Aprenda a aproveitar as coisas simples: a expectativa e a curiosidade fazem com que as histórias pareçam ainda mais legais do que realmente são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como este elemento surpresa é indispensável para uma leitura prazerosa e, conhecendo o meu descontrole labial, é melhor que eu fique absolutamente quieta até terminar o livro todo. E isso inclui a revisão, que não está nem programada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É melhor mesmo, mas não o farei. Quem me conhece sabe que não tenho essa capacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é por uma boa causa, eu juro. É por isso que escrevo este post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso de ajuda com o título do bendito, acho o atual um tanto bobo. Mas não consigo me desprender dele, por motivos afetivos – afinal, veio-me pronto em um sonho, junto com todo o enredo. Foi a partir dele que toda essa loucura começou, então como posso eu desprezá-lo desta forma tão cruel?&lt;br /&gt;(Entende agora toda essa demora? E se fosse este o maior dos meus problemas...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, de qualquer maneira, peço a colaboração de meu colega leitor, responda-me com toda a sinceridade. E esta resposta pode ser feita anonimamente aqui nos comentários, ou pode mesmo me falar, se preferir, assim, imensamente.&lt;br /&gt;Você leria, por vontade própria, um livro chamado “O dia em que a noite não veio”?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-7003528629791680789?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/7003528629791680789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2009/06/paciencia-paciencia.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/7003528629791680789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/7003528629791680789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2009/06/paciencia-paciencia.html' title='Paciência, paciência...'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-6048082442436071214</id><published>2009-01-27T21:50:00.002-02:00</published><updated>2009-06-15T22:35:38.176-03:00</updated><title type='text'>Alea Jacta  Est</title><content type='html'>Após muito tempo considerando e desistindo da ideia de fazer algo mais arriscado, tomei uma decisão... Aviso, portanto, que o blog ficará sem novidades durante algum tempo, pois estou - orgulhosamente - escrevendo um romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que pronto, retomarei as minhas responsabilidades blogueiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejem-me sorte e obrigada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-6048082442436071214?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/6048082442436071214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2009/03/apos-muito-tempo-considerando-e.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/6048082442436071214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/6048082442436071214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2009/03/apos-muito-tempo-considerando-e.html' title='Alea Jacta  Est'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-922994411707833765</id><published>2008-12-20T18:38:00.001-02:00</published><updated>2009-08-19T15:19:18.530-03:00</updated><title type='text'>A fonte dos desejos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fechei meus olhos bem apertados, até que nenhuma luz pudesse entrar e segurava a moeda bem firme em minhas mãos, esquentando-a. “Faça o seu pedido,” dizia a placa “respire fundo e jogue a moeda por atrás do seu ombro direito.” A água cristalina mostrava milhares de outras moedas, que reluziam com a luz forte do sol e a grande imagem do Buda esculpida na parede atrás da fonte trazia o tom cômico á situação. Ao meu redor, pessoas riam e jogavam as moedas como se estivessem jogando pão aos patos, rindo sem controle e sem amor. Respirei fundo, era difícil escolher algo para desejar a uma fonte. E eu, logo eu, que quero tanta coisa.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Eu sinceramente gostaria de ter uma forma de ligar e desligar tudo ao meu redor, inclusive o tempo e o ritmo do mundo. Queria poder chegar ao fim do dia sem preguiça, chorar sem ter culpa. Queria poder prever o futuro, ter tempo de analisar a situação, ter mais tempo pra pensar e também, tomar as decisões certas. Queria saber quais são as decisões certas, e por quê. Queria passar mais tempo sozinha e que os outros pudessem passar mais tempo comigo.&lt;br /&gt;Queria me conhecer melhor, me surpreender mais. Queria conhecer melhor as pessoas ao meu redor, e que elas me conhecessem por completo. Queria poder ler mentes, que a minha fosse facilmente lida. Queria não ter toda essa imaginação, ou que as minhas invenções se tornassem reais. Queria que as pessoas vissem meus sonhos, queria que todas me entendessem, e perceber que elas me entendem sim. Queria ter a liberdade de não ser levada a serio.&lt;br /&gt;Queria poder controlar a minha vida, meu futuro, as pessoas ao meu redor. Queria que algumas coisas desaparecessem e poder reescrever algumas histórias, mas sem perder a experiência. Queria ter completa noção de tudo.&lt;br /&gt;Queira viver do talento; queria ter um talento.&lt;br /&gt;Queria ter o orgulho para me arrepender e não ter essa vergonha de me ter por vencida.&lt;br /&gt;Queria que compreendessem todas as minhas palavras, e que me explicassem o que elas querem dizer. Queria não ter medo, não hesitar, não mentir, não me enganar.&lt;br /&gt;Queria entender o que eu quero; compreender o que é saber.&lt;br /&gt;Queria algo que ninguém mais quer.&lt;br /&gt;Queria sempre me lembrar que é querendo que sei o quanto estou viva.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Terminei de fazer o meu desejo e joguei a moeda por trás do meu ombro. Ela bateu na beirada da fonte e caiu no chão, fora da fonte. Deixei-a lá mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-922994411707833765?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/922994411707833765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/12/fonte-dos-desejos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/922994411707833765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/922994411707833765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/12/fonte-dos-desejos.html' title='A fonte dos desejos'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-7168988908150153639</id><published>2008-12-11T00:08:00.000-02:00</published><updated>2009-01-02T01:00:35.190-02:00</updated><title type='text'>Pela última vez...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Subi naquele palco sentindo as mãos frias e o calor das luzes focadas em mim. Respirei fundo e fechei os olhos enquanto as cortinas se abriam, revelando-me ao público impaciente.&lt;br /&gt;Senti meus pés doerem por causa da sapatilha enquanto o cansaço me dominava. Lembrei de sorrir quando me era conveniente. Falhei em esconder o nervosismo, tentei mostrar graça.&lt;br /&gt;Escondi-me por um tempo, pensei e me concentrei antes de fazer qualquer coisa.&lt;br /&gt;Fiz parte da bagunça, dei bronca nas barulhentas, arrumei cabelos e fiz maquiagens de colegas.&lt;br /&gt;Apavorei-me, enlouqueci, não controlei meu choro.&lt;br /&gt;Senti-me no topo do mundo, servi de inspiração, ouvi aplausos e gritos histéricos. Gaguejei&lt;br /&gt;Errei e me decepcionei.&lt;br /&gt;Abracei quem não gosto, reclamei para quem quis ouvir. Senti orgulho e vergonha ao mesmo tempo. Fiquei feliz de poder estar lá.&lt;br /&gt;Basicamente, dancei Ballet Clássico. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-7168988908150153639?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/7168988908150153639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/12/pela-ltima-vez.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/7168988908150153639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/7168988908150153639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/12/pela-ltima-vez.html' title='Pela última vez...'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-4428581527098606652</id><published>2008-12-05T01:19:00.000-02:00</published><updated>2009-01-17T01:43:27.298-02:00</updated><title type='text'>Coragem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Senti subir pelo o meu corpo uma onda que começou nos pés e terminou nas orelhas. Estanhei um tanto no começo, mas depois acostumei-me e tudo voltou a ficar bem.&lt;br /&gt;Descobri-me de frente à porta, prestes a sair. Por um instante ou dois hesitei, ensaiei as falas, pensei de mais.&lt;br /&gt;Fiz o meu melhor para disfarçar qualquer sensação de incerteza e abri o meu melhor sorriso, não a convenci com as minhas gaguejadas, mas consegui libertar-me e ir antes que tivesse mais tempo para pensar e acabasse tomando coragem para conversar.&lt;br /&gt;Suspirei de alivio. Não falei nada, e nada mudou.&lt;br /&gt;Agora sei que a covardia é a economia de sensações desnecessárias.&lt;br /&gt;Agora sei que a covardia faz com que o mundo seja suportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-4428581527098606652?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/4428581527098606652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/12/coragem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/4428581527098606652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/4428581527098606652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/12/coragem.html' title='Coragem'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-5244316631301039699</id><published>2008-12-02T15:58:00.003-02:00</published><updated>2009-01-05T01:07:00.778-02:00</updated><title type='text'>Retardamento Emocional</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tinha a impressão que havia mais peixes do que água. Ao sol do meio dia, podiam-se ver através da água barrenta milhares de olhos prateados, que brilhavam atenciosos. De vez em quando, via-se um vulto ou dois se mexendo rapidamente, causando bolhas ou trepidações na superfície daquele lago tão pequeno. As libélulas e as moscas se aproveitavam da tranqüilidade das águas para descansar suas asas. Do lado de fora, camuflados pela grama, velhos e gordos sapos viviam com a sua cantoria perturbadora, gozando da falta de atenção dos bichos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não era muito grande, mas era – certamente – o lago mais bonito de todos. Era delicado e intenso ao mesmo tempo e os peixinhos acrescentavam um tom caseiro àquele ambiente tão selvagem. Até mesmo as formigas eram diferentes, amigáveis e cuidadosas e até esperavam algumas horas antes de atacar a carcaça de algum animal morto, para mostrar respeito. A quietude do lugar era o seu principal charme. A bizarra ausência de grilos fazia com que a música dos sapos e das moscas ficasse mais simpática, misturada com o farfalhar das folhas das poucas árvores que haviam por ali. Um pouco da magia do lago vinha junto com a sensação de abandono total por seres humanos, já que era quase inabitado pela raça superior. Porém, havia sim humanos, como sempre. Na verdade, neste caso era apenas um homem, inofensivo e pacifico que gostava de ficar na beira do lago e apreciar o que podia. Era o único que parecia entender aquele lugar, podendo então, frequentá-lo. Entretanto, aquela simples pessoa não era mais do que um ser humano, que se enganava achando que podia entender a natureza e a magia, pensando não fazer nenhum mal quando apenas parado ali. Mal sabia ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos os dias após o almoço, o homem pegava a sua vara de pescar, a sua mochila térmica cheia de água potável e iscas vivas, alguns livros e ia para o lago, que não ficava muito longe de sua casa. Em todas as tardes o velho descia a ladeira, passava pelo meio de uma floresta mal formada, pisando em folhas secas e poças d’água, caminhando bastante até chegar à área do lago. Sempre que ele chegava lá ele respirava fundo e sorria para tudo aquilo, orgulhoso de poder estar em um lugar que ele não construiu, mas que fazia parte de sua alma do mesmo jeito. Fazia sempre o mesmo caminho e colocava a sua cadeira sempre no mesmo lugar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os peixes já ignoravam a isca que ele jogava na água, de tão acostumados que estavam daquela rotina. Os sapos sabiam que não deveriam se aproximar do lugar onde o homem costumava colocar a sua cadeira e as libélulas e moscas contornavam a trajetória da vara de pesca mesmo quando ela não estava lá. As formigas se continham no outro lado do lago para não serem pisoteadas e até mesmo a grama já desistira de crescer por todo o caminho que o homem fazia.&lt;br /&gt;Foram-se mais de trinta anos com a mesma rotina. Era tudo um vício, uma dependência fortíssima. A carência enlouquecia e, sem ter o lago a sua frente, o homem adoecia. Adoecia de corpo e alma; seu coração palpitava e começava a sentir uma pontada bem onde a saudade divide lugar com a razão. Sua moral se abalava um tanto e o pobre velho desmaiava, sem força alguma.&lt;br /&gt;O lago trazia, de fato, uma sensação revigorante, que até nauseava os desavisados. Sua brisa fortificava a memória e imortalizava a sensações. Era um formigamento que subia dos dedos dos pés até os fios de cabelo.&lt;br /&gt;Era impressionante.&lt;br /&gt;No entanto, o humilde homem nunca tinha parado para notar se algo havia mudado, apenas pelo simples fato de achar que era desnecessário, entanto o homem não sabia que o necessário está em algum lugar entre o imaginário e o real.&lt;br /&gt;E como era esperado desde o começo da história, o lago foi perdendo a sua magia, enquanto os bichos começavam a agir da forma que deveriam, mordendo iscas, matando, atacando.&lt;br /&gt;O velho, sendo o que era, só achou que havia algo errado quando sentiu que o formigamento havia diminuído notavelmente, mas não, não acho nem um pouco bizarro quando os peixes morderam as iscas ou quando grilos apareceram com a sua cantoria. E foi quando ele, sentado de frente ao lago, respirou fundo e não sentiu nada que tudo ficou claro.&lt;br /&gt;Sim, ele adoeceu. Passava mal durante os dias e através das noites, sem encontrar remédio ou cura. Nada conseguia aliviar aquele desespero. Então, a “triste hora do fim se faz notória”, enquanto o perdão é inconcebível e a culpa é solteira.&lt;br /&gt;O homem sabia muito bem que tudo aquilo era culpa dele – sem eufemismos ou disfarces, era a óbvia culpa – então, enquanto enfraquecia lentamente sozinho e triste, chorava lágrimas de decepção, e se sujava com o remorso que o consumia.&lt;br /&gt;Contudo, já era tarde.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-5244316631301039699?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/5244316631301039699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/12/retardamento-emocional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/5244316631301039699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/5244316631301039699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/12/retardamento-emocional.html' title='Retardamento Emocional'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-5488155250345534166</id><published>2008-11-28T00:21:00.001-02:00</published><updated>2008-12-31T00:37:34.163-02:00</updated><title type='text'>A memória eterna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já era fim da tarde. Ela tinha se levantado rápido demais da cadeira, e por isso, tudo girava. A pouca luz que iluminava o estacionamento era suficiente apenas, as lâmpadas dos postes não estavam acesas ainda e a noite se aproximava mais rápido do que nunca. As árvores estavam paradas por causa da falta de ventos daquela tarde de verão, e os pássaros se reuniam nos fios elétricos suspensos por toda a rua.&lt;br /&gt;Não havia nenhum barulho ou movimento. Estava tudo tão bonito.&lt;br /&gt;Ela fechou os olhos e desejou, com toda a sua vontade, que aquele momento pudesse durar para sempre. Lágrimas quase caíram dos seus olhos quando viu que os pássaros iam embora, um por um, enquanto um avião passava em cima de sua cabeça, fazendo o maior estardalhaço.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bom, na memória ele dura, &lt;/em&gt;ela pensou e foi se deitar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-5488155250345534166?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/5488155250345534166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/11/memria-eterna.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/5488155250345534166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/5488155250345534166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/11/memria-eterna.html' title='A memória eterna'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-7057640125692986025</id><published>2008-11-21T00:24:00.004-02:00</published><updated>2008-11-21T00:25:39.790-02:00</updated><title type='text'>Aviso Rápido</title><content type='html'>Ignore as datas deste blog. São todas falsas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-7057640125692986025?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/7057640125692986025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/11/aviso-rpido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/7057640125692986025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/7057640125692986025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/11/aviso-rpido.html' title='Aviso Rápido'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-7831323417764803845</id><published>2008-11-14T13:00:00.001-02:00</published><updated>2009-01-17T01:48:04.809-02:00</updated><title type='text'>A adolescente e a sua mãe</title><content type='html'>Era o mesmo aperto no peito que ela sentira muitas vezes antes. Vinha como uma avalanche discreta que a impedia de pensar ou agir. Isso deve explicar a sua dificuldade em abrir a porta. Já não conseguia segurar o choro com tanta segurança e sentiu um grande alívio quando a chave se virou na fechadura. Seus joelhos doíam e sentia um grande cansaço, mas acima de tudo, seu coração parecia não mais agüentar todo aquele desespero. Entrou esbaforida na casa, jogou sua bolsa na poltrona mais próxima e sentou-se no sofá. As lágrimas finalmente começavam a cair pesadas e magoadas, mas que iam vagarosamente aliviando o desespero antes sentido. Ela sabia que estaria sozinha. Sabia que quando voltasse de sua aula, tudo estaria exatamente no lugar onde foram deixadas. Isso fazia com que suas lágrimas caíssem ainda mais magoadas. Quinze minutos depois ela já estava no banho, com as cicatrizes daquele desespero se escondendo - elas nunca se curavam. Até hoje, algumas continuam abertas, mas não doem contanto que estejam esquecidas na memória. Muitas horas depois a sua mãe chegou, acompanhada do resto de sua família. A adolescente sorria com a alegria de uma criança diante o Natal. Era um dos sorrisos mais sinceros. Talvez a segurança e o alívio de finalmente tê-la por perto faziam com que a sinceridade ficasse ainda mais clara. A expressão de sua mãe era de cansaço. Estava faminta, sua cabeça e suas costas doíam por causa da bagagem pesada. A viagem tinha sido longa demais – agora ela só queria dormir. Sentindo a pura ansiedade, carente como sempre, a adolescente falava nervosamente com a vontade de conversar com a sua mãe, recuperando o tempo perdido. Sabia que a sua mãe não estava interessada naquilo, mas sentia que precisava contar tudo com todos os detalhes, só para poder continuar a fingir que a sua mãe sempre esteve ali.&lt;br /&gt;Com sorrisos e piscadas a mãe ouvia tudo, porém um pouco distraída. Mostrava em seu rosto que tentava se importar com a urgência das fofocas, mas ainda assim, só queria dormir.&lt;br /&gt;Já um tanto sem fôlego e finalmente quieta, a adolescente observava enquanto a sua mãe comia - sabia o que viria a seguir. Sabia que depois que a sua mãe terminasse, elas se abraçariam por um bom tempo, e que depois iriam dormir. Também sabia que ia demorar um pouco até cair no sono, e que de manhã teria que acordar cedo e sozinha, já que a sua mãe não ouviria o despertador.&lt;br /&gt;Isso fazia com que aquele desespero inicial voltasse talvez um pouco mais sutil, mas ainda devastador, e então ela tentaria adiar o máximo possível a hora de dormir, só para poder ficar mais tempo com a sua mãe, só para conseguir diminuir o tempo que ficaria acordada e sozinha no escuro. E para isso, ela recomeçou a falar.&lt;br /&gt;Mas a sua mãe já estava cansada demais para fingir que se interessava. Para fazer com que a adolescente parasse de falar de vez, abraçou-a muito mais forte do que de costume, deu-lhe um beijo na bochecha e jurou amor eterno.&lt;br /&gt;Este abraço bastou para que todo o desespero e angustia sumissem, e então a adolescente conseguiu dormir com a confiança de quem sabe que o amor é indestrutível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-7831323417764803845?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/7831323417764803845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/11/adolescente-e-sua-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/7831323417764803845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/7831323417764803845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/11/adolescente-e-sua-me.html' title='A adolescente e a sua mãe'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-7157157436781411060</id><published>2008-11-08T00:12:00.002-02:00</published><updated>2008-11-27T18:56:44.626-02:00</updated><title type='text'>Nota de uma sexta</title><content type='html'>Passei algumas horas com ela e nós conversamos sobre assuntos rotineiros.&lt;br /&gt;Mas dessa vez eu a olhei nos olhos.&lt;br /&gt;Agora, eu a conheço muito mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-7157157436781411060?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/7157157436781411060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/11/nota-de-uma-sexta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/7157157436781411060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/7157157436781411060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/11/nota-de-uma-sexta.html' title='Nota de uma sexta'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-8397397340686119078</id><published>2008-11-02T14:30:00.000-02:00</published><updated>2008-11-19T23:28:09.254-02:00</updated><title type='text'>No Parque</title><content type='html'>&lt;div&gt;E elas meditam.&lt;br /&gt;Talvez não exatamente isso, coisa parecida. Estão sentadas no parque, sentindo a grama pinicar os seus dedos, olhando para o menino sentado no banco à frente, batalhando com o picolé que derretia sob o sol quente. Estão ali há algum tempo já, observando o movimento e as pessoas, sem se mexer, sem pensar, sem falar. Sem pensar, eu digo, pois não fazem qualquer sinal de gozação ou bom humor. Estão apenas ali, sentadas as duas, cada uma com a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma delas é feia. Usa óculos grosseiros e redondos, tem o nariz todo marcado de cravos e espinhas, seu cabelo é bagunçado e volumoso. Seu sorriso é bonito, porém. Tão bonito, aliás, que compensa por todos os outros defeitos fisiológicos que a garota tem. Até seus olhos tortos são desculpados por causa deste seu sorriso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A outra, é claro, é linda. Olhos grandes atraem toda a atenção, e combinam com o formato do seu nariz e com a cor de seu cabelo. Os raios do sol fazem com que mexas mais ruivas aparecessem, fazendo com que o tom castanho claro de seu cabelo mude. Seu sorriso é bonito também, mas não tanto quanto o resto do seu rosto. &lt;/div&gt;E era disso que a feia se gabava toda vez que as duas brigavam por qualquer motivo que fosse. Ter o sorriso mais bonito do que o da amiga a fazia sentir as nuvens tocar os pés. Ter o sorriso normal, enquanto o da amiga era lindo não fazia nenhuma diferença na vida da outra. A feia vivia dentro de um mundo de insegurança e baixa-auto estima, enquanto a outra - que depois de muitos anos perdeu a paciência para essas coisas - não se importava nem um pouco, mas mentia descaradamente para a amiga, confortando-a do jeito mais superficial e invejado do mundo. E assim levavam a vida. A feia chorava, a bonita lhe dava os ombros, mas fingia que não.&lt;br /&gt;As duas já estavam sentadas no parque há pouco tempo, e aquela sensação de ansiedade e carência apertam no coração da feia. Ela olha para a amiga, que observa os meninos jogando futebol.&lt;br /&gt;"Seja sincera agora." disse a feia encarando os olhos da bonita como se quisesse intimidar a mesma para ter certeza da sinceridade. Respirou fundo e desabafou "Você me acha bonita?"&lt;br /&gt;A outra lhe olhou com certa surpresa, pensou um pouquinho antes de responder, e também desabafou "Nem um pouco."&lt;br /&gt;A feia suspira com o alivio da verdade e se desaponta com a dor da traição.&lt;br /&gt;E então elas meditam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-8397397340686119078?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/8397397340686119078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/10/no-parque.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/8397397340686119078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/8397397340686119078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/10/no-parque.html' title='No Parque'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-5809995673579168048</id><published>2008-10-25T22:23:00.002-02:00</published><updated>2008-12-05T21:25:40.094-02:00</updated><title type='text'>Não esqueça o mar</title><content type='html'>Ela estava sentada na sua mesa, de frente à janela encarando o mar. Segurava firme a caneta e a sua mão suava. O papel branco à sua frente a esperava quieto, e toda vez que ela o olhava, estremecia mais um pouco.&lt;br /&gt;Tomou coragem e escreveu as suas primeiras palavras. Riscou-as com insatisfação. Respirou fundo e retomou a escrita, sabia que ia doer, mas aquilo era preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe que por muito tempo sofri com a saudade do teu abraço, com a falta do teu cheiro e com o frio que o seu toque antes protegia, mas que agora me atinge brutalmente, sem nem ao menos avisar.&lt;br /&gt;E também percebe que ao ir assim, sem nem dar espaço ao remorso, deixou para trás milhares de desejos mal planejados, e pesadelos que me acompanham pelos dias que se passam tão calmamente. Entende que a incerteza que ficou comigo é pior que as memórias e as fotografias que ainda ficam penduradas, por causa dessa minha falta de coragem de tocá-las.&lt;br /&gt;Dói-me escrever essa carta, sabendo que depois a rasgarei em mil pedaços e a jogarei pelo ar, esperando que alguma parte lhe alcance, em qualquer que seja esse lugar onde está.&lt;br /&gt;Gosto de pensar que fugiu para a cidade grande, para algum lugar com muitas pessoas parecidas, onde facilmente se perdeu em meio de tantos outros que lhe cercam. Gosto de pensar que lá, eu não te encontrarei e que lhe confundirei com qualquer um do resto do bando.&lt;br /&gt;Mas em meio de tantos sonhos e hipóteses não posso esquecer-me do mar, lindo mar azul que me cerca e que me traz o conforto que antes era teu, mas que agora não é de ninguém. O mar, lar de tubarões e peixes palhaços, que poderia o ter levado para bem longe, onde pudesse se esquecer no meio das águas límpidas, onde a memória – e a consciência – já não mais se alcança. Gosto de pensar que as ondas me trazem o que restou daquilo que um dia foi teu e que a noite me murmura palavras de amor, com aquele ritmo tão calmo e sedutor.&lt;br /&gt;Não me esqueço que é no mar onde abrigo nossos sonhos, que o levou para longe de mim, que jogou sal nos meus olhos e depois me abraçou carinhosamente. Não me esqueço que eu o desprezo com todo o meu carinho.&lt;br /&gt;O mar carrega todas as minhas dores e lembranças. Então não se esqueça você, que no mar, você me encontra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-5809995673579168048?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/5809995673579168048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/10/no-esquea-o-mar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/5809995673579168048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/5809995673579168048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/10/no-esquea-o-mar.html' title='Não esqueça o mar'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-7001661300704973676</id><published>2008-10-21T21:05:00.002-02:00</published><updated>2008-12-05T21:34:40.901-02:00</updated><title type='text'>O grande lucro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O bar estava como sempre, cheio e quente, com o seu incomparável zumbido de mil vozes. Quinta feira, fim da tarde, tudo era uma grande bagunça, pessoas gritando com os garçons que, nervosos, faziam ainda mais erros que de costume, risos histéricos de pessoas já um pouco alteradas e aquele cheiro de cerveja pelo ar.&lt;br /&gt;Já se passava das seis, e seus cinco amigos o esperavam para contar e dividir os lucros do dia, já sentados em uma mesa perto à janela, cada um com o seu copo já meio vazio e impacientes. Estavam quase desistindo e indo para casa quando ele entrou no bar todo sorridente, como uma criança que acabou de ganhar uma caixa de presente com laço de fita.&lt;br /&gt;Sentou-se na mesa calmamente e pediu uma bebida para um moço que passava. Este lhe devolveu algumas palavras mal educadas, afinal não era garçom coisa nenhuma. Seus amigos riam, e ele, sem perder a pose, vestiu a sua melhor cara de superior e disse, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não me importo com a bebida, hoje ganhei coisa melhor. &lt;/span&gt;Todos os homens pararam de rir imediatamente e apoiaram seus cotovelos na mesa, curiosos para ouvir a história.&lt;br /&gt;Ele bebeu um gole da bebida de seu colega, que nem se mexeu de tanta expectativa. Gozando da situação, reclinou-se na cadeira de plástico, limpou as unhas na camiseta suja, coçou a cabeça e limpou a garganta. Os seus amigos já mortos de curiosidade se cansaram de esperar a sua boa vontade e começaram o questionário.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O que é? Ganhou boa coisa hoje?" &lt;/span&gt;um deles o perguntou. Ele apenas tirou do bolso as três moedas que tinha ganhado naquele dia. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não mesmo&lt;/span&gt;" respondeu. Os cinco se mexeram nas suas cadeiras. Um coçou a cabeça, outro pôs a mão no queixo, outro olho para o teto. Eles até ignoraram a pequena quantia entregue.&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então você conheceu alguém?" &lt;/span&gt;perguntou outro, o que segurava o queixo, piscando um olho como quem sugere malandragem. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sou casado, rapaz"&lt;/span&gt; foi a resposta indignada.&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já sei o que houve! Você apareceu na TV."&lt;/span&gt; este se reclinou na cadeira e cruzou os braços sobre a barriga, esperando a glória. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu? Nem de longe!&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;As idéias foram acabando, seus amigos começaram a se render e a implorar pela história real. Ele, ria com a glória de quem pode, adorando todos os momentos em que ele tinha o poder.&lt;br /&gt;Finalmente, depois de muitas promessas e propostas, limpou a garganta mais uma vez e tomou mais um gole da bebida de seu amigo, que de novo, não se moveu. Apoiou seus braços em cima da mesa e cruzou os seus dedos.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt; Abriu a boca, formulando a frase em sua cabeça, mas fechou-a de novo. Os cinco outros, imitavam a sua pose, cada um se aproximando dele o máximo que podiam, para poderem ouvir todos os detalhes. Então ele, finalmente, começou. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imaginem só, eu lá na minha rua. Fechou o farol, eu me levantei e fui até o primeiro carro, ofereci a bala, fiz a propaganda que pude, mas o moço não quis nem abaixar o vidro. Fui então para o segundo carro, vi que haviam umas crianças sentadas no banco de trás, mas assim que elas me viram, esconderam as bolsas embaixo do banco e então eu fui embora. Quando fui para o terceiro carro, a janela estava fechada e havia uma moça dirigindo sozinha. Ofereci a bala com todo o carisma que consegui. Ela me olhou nos olhos, fez não com o dedo e me deu um sorriso. Um sorriso tão bonito, sincero. Me fez sentir um calor assim, subir no meu peito. Eu fiquei tão feliz, que voltei a me sentar na calçada e fiquei lá a tarde inteira, pensando no sorriso da moça. Aquilo fez o meu dia." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Houve um grande silêncio. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;/span&gt;S&lt;em&gt;ó isso?" &lt;/em&gt;um deles perguntou. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-7001661300704973676?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/7001661300704973676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/11/o-grande-lucro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/7001661300704973676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/7001661300704973676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/11/o-grande-lucro.html' title='O grande lucro'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-2052831804725848179</id><published>2008-10-19T23:39:00.002-02:00</published><updated>2009-03-22T00:26:37.504-03:00</updated><title type='text'>Amor passageiro</title><content type='html'>O barco navegava balançando lentamente. Ele se apaixonava loucamente por ela. Ela começava a reparar no amor que sentia por ele.&lt;br /&gt;Com o balanço do barco eles iam tomando coragem para conversarem. Viam-se todos os dias, mas nunca sentiram coisa parecida. E mútua.&lt;br /&gt;Passou uma onda e o barco balançou mais do que devia. Ele se desequilibrou e sentou-se do lado dela. Ela, com um susto, levantou e afastou-se.&lt;br /&gt;E ficaram nestes desencontros pelo resto da viagem. Trocavam olhares, risos, sonhos. Agora, o que sobrava, era a vontade de ter tudo aquilo bem perto.&lt;br /&gt;Ela se levantou e se sentou do lado dele. Desta vez, ele ficou lá.&lt;br /&gt;Ensaiaram segurar as mãos, mas o nervosismo era demais, e acabaram por coçar os rostos. O barco ia desacelerando, já não balançava tanto. A urgência do toque era grande.&lt;br /&gt;Seus dedos finalmente se encontraram e se entrelaçaram. O barco ancorou no cais da praia.&lt;br /&gt;Ele olhou nos olhos dela, mas já não sentia mais nada. Ela, sentiu o remorso se apoderar do seu corpo.&lt;br /&gt;Sairam do barco, continuaram as suas vidas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-2052831804725848179?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/2052831804725848179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/11/amor-passageiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/2052831804725848179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/2052831804725848179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/11/amor-passageiro.html' title='Amor passageiro'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-6717307843786545667</id><published>2008-10-15T00:32:00.000-03:00</published><updated>2008-11-06T18:19:22.277-02:00</updated><title type='text'>Ontem, no almoço</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Faz algum tempo já que ela age deste jeito. Não tenho certeza se é a velhice que finalmente chegou ou se é a simples saudade, mas toda vez que conversamos ela parece querer me contar algo, mas nunca o faz. Ao invés, fica em silêncio até que eu suplique por algumas palavras sequer.&lt;br /&gt;Ontem foi bem assim. Almoçamos juntas, como não fazíamos há muito tempo. Estávamos nós, sentadas à mesa na mesma posição de sempre. Me senti bem ao perceber que, mesmo depois de tanto tempo, permanecíamos as mesmas.&lt;br /&gt;Havia uma tristeza cansada no seu olhar, algo que nunca esteve lá. Depois de algum tempo naquele silêncio esmagador, começou a me contar uma história sobre a sua infância, enquanto a minha admiração pela sua paciência somente aumentava.&lt;br /&gt;Me contou como foi oprimida por muito tempo, sentiu a dor da perda, mas escondeu-a dos outros, guardou segredos ardentes, ignorou a própria dignidade. Serviu aqueles que a faziam sofrer, com graça e classe. Sempre se importou com os outros, sentiu poucos, porém intensos prazeres. Negou o ócio. Esperou pacientemente por uma recompensa, e tudo o que ganhou foi uma possibilidade de vingança, que desperdiçou, pois não parecia certo.&lt;br /&gt;Nunca entendi como ela podia ter passado por tanto e ter permanecido assim, tão calma, carinhosa, cristã. Nunca compreendi essa sua imensa fé em algo tão questionável. Nunca compreendi também por que a sua fé fazia tanto sentido, enquanto a minha sempre pareceu uma grande piada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Ontem mesmo, me contou com palavras cruas tudo o que sentiu durante todo este tempo. Me contou com o peso de quem tem muito a se arrepender, como rezou esperançosa e depois desejou o fim de todos e de tudo. Olhou nos meus olhos, se arrependeu de todas as palavras não ditas, me confessou os seus pecados.&lt;br /&gt;No final do almoço, ela me parecia muito mais humana, com suas falhas e pecados. Agora percebo que, depois de tanto tempo vendo-a como a minha heroína, ter apenas uma avó é muito melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-6717307843786545667?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/6717307843786545667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/10/ontem-no-almoo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/6717307843786545667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/6717307843786545667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/10/ontem-no-almoo.html' title='Ontem, no almoço'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-8575165382138187501</id><published>2008-10-10T16:42:00.000-03:00</published><updated>2008-11-06T18:19:03.801-02:00</updated><title type='text'>As duas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi um caso de amizade lindo, sem brigas, intrigas, traições. Apenas a saudável e inocente amizade de duas meninas. Saudável, eu digo, pois elas aprenderam muito sobre elas mesmas quando estavam juntas, cada uma de um jeito.&lt;br /&gt;Basicamente, as duas aprenderam a ser. Simplesmente ser, do jeito que der.&lt;br /&gt;Com essa lição aprendida, elas rodaram o mundo, cada uma de seu modo, porém sempre juntas.&lt;br /&gt;Foram os dias mais legais, as conversas mais estranhas, as piadas mais sem graça.&lt;br /&gt;E aí uma delas se mudou para o outro lado do mundo, enquanto a outra precisou arranjar outra coisa para ocupar o seu tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas as suas juras de amizade eterna nunca foram em vão, e elas são amigas até hoje, e para todo o sempre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-8575165382138187501?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/8575165382138187501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/10/as-duas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/8575165382138187501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/8575165382138187501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/10/as-duas.html' title='As duas'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-2441188836681618227</id><published>2008-10-07T22:47:00.000-03:00</published><updated>2008-10-17T21:50:34.787-03:00</updated><title type='text'>A pequena história de um grande amor</title><content type='html'>A pulga Epaminondas foi procurar comida pelas ruas de Paris. Procurou e procurou, porém nada encontrou.&lt;br /&gt;Foi então que viu passeando pelo parque a poodle Petúnia, a única poodle azul-celeste do mundo.&lt;br /&gt;Por ela se apaixonou.&lt;br /&gt;Se alojou nos seus pelos para poder ficar mais perto do seu cheiro, do seu calor, do seu carinho.&lt;br /&gt;Não quis mordê-la para não machucá-la&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ela morreu de fome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-2441188836681618227?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/2441188836681618227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/10/pequena-histria-de-um-grande-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/2441188836681618227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/2441188836681618227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/10/pequena-histria-de-um-grande-amor.html' title='A pequena história de um grande amor'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-421057340088557517</id><published>2008-10-05T21:17:00.000-03:00</published><updated>2008-11-06T18:18:39.450-02:00</updated><title type='text'>Ciranda da Bailarina</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Gosto de poder sentir o orgulho e superioridade raspando na minha garganta toda vez que encontro uma oportunidade para falar, em alto e bom tom, Sou bailarina sim, com meia-calça e sapatilha. Salto, danço, rodo, caio confiando nos meus humildes pés. Mas ser bailarina é muito mais do que simplesmente dançar.&lt;br /&gt;É mais do que sentir as pernas latejando mas não desistir em momento algum. Alongar o corpo até o extremo, mesmo que isso te faça sofrer. Saber que todo este sofrimento só resulta em beleza, beleza raramente percebida do jeito que merece. Beleza em troca de dor. Beleza em troca de aplausos. Aprender a esquecer que os aplausos podem ser mera polidez, e não entusiasmo verdadeiro.&lt;br /&gt;É mais do que aprender a arte de fingir nunca errar, atuar com perfeição, esconder as sensações, não se conformar com o bom. Arte de não se importar com a cãibra que te invade, mas com o pescoço alongado.&lt;br /&gt;É mais do que se acostumar a sorrir sorrisos amarelos e magoados quando lhe dizem que o Ballet não pode ser tão difícil assim. Saber se controlar quando lhe perguntam se é verdade que o Ballet é uma arte em decadência. Aprender a tratar destas feridas abertas com nada além da dança.&lt;br /&gt;É mais do que poder sentir a glória de virar duas &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;pirouettes. &lt;/span&gt;Ver a sua perna subir até bem próximo do seu rosto. Sentir o alívio único de poder se segurar na barra com as duas mãos e jogar o seu peso para trás com os dois pés firmes no chão, costas retas, joelhos esticados e a sensação de poder, por um instante, confiar nas suas mãos. Acreditar que você é capaz de tudo.&lt;br /&gt;Desafiar a gravidade, sentir dores desumanas, descobrir um outro lado da vida, saber não se orgulhar, aprender não se importar com a falta de interesse - ou de elogios.&lt;br /&gt;Tudo isso para poder subir em um palco e ver que tudo vale a pena. Tudo isso só para poder dizer aos outros que você é uma bailarina e sentir aquela indescritível sensação de quem sabe que está fazendo a coisa certa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-421057340088557517?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/421057340088557517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/10/ciranda-da-bailarina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/421057340088557517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/421057340088557517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/10/ciranda-da-bailarina.html' title='Ciranda da Bailarina'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-827359239578742478</id><published>2008-10-02T19:22:00.000-03:00</published><updated>2008-10-03T23:18:15.952-03:00</updated><title type='text'>Um bloqueio consertado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me lembro de quando tudo isso começou. Me lembro de ser pequena ainda, na praia com a minha família. Nossa, mas que família linda nós éramos. Lembro como queria ir para o mar, pular todas as ondas que viessem, grandes ou pequenas, e nadar até que as pontas dos meus dedos estivessem enrugadas.&lt;br /&gt;Mas agora, percebo que sempre tive medo do mar. Toda aquela incerteza das ondas, toda aquela espuma.&lt;br /&gt;Me lembro da última vez que fui para a praia e que não foi tão bom como eu imaginava. Corri em direção ao mar, tentando me lembrar o que era aquilo que me fazia mergulhar de cabeça em todas as ondas. Parei no meio do caminho. Por um momento quis começar a chorar. Agachei na sua frente, meus dedos tocaram na água fria sem querer. Só senti frio, mais nada.&lt;br /&gt;Foi a mesma coisa que senti quando andei de montanha-russa pela primeira vez. Frio, mais nada. Enquanto todas as outras pessoas à minha volta gritavam e se contorciam, eu não conseguia sentir &lt;em&gt;nada&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;E minha voz, então, tinha a perdido e não fazia idéia de onde começar a procurar. Beirava a insanidade.&lt;br /&gt;Sofri muito. Chorei bastante. Queimava por dentro, latejando com a incerteza da causa - ou da culpa.&lt;br /&gt;As palavras que não conseguiam sair, as sensações que não conseguia distinguir, o desespero de me encontrar dentro de algo que ainda não havia decidido o que era. Estava querendo me assumir como uma alma perdida, mas mesmo isso eu não tinha certeza do que queria dizer.&lt;br /&gt;O caos emocional me desesperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, um dia tudo se curou. Quando eu vi os seus pequenos olhos pela primeira vez, quando a sua mãozinha enrugada apertou a minha pela primeira vez, quando ouvi o seu choro pela primeira vez, quando eu o chamei de "irmão" pela primeira vez, encontrei aquela "paz interior" que eu nem sabia que tinha mas que foi a solução de todos os meus problemas&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-827359239578742478?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/827359239578742478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/10/um-bloqueio-consertado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/827359239578742478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/827359239578742478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/10/um-bloqueio-consertado.html' title='Um bloqueio consertado'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-6087522122081527726</id><published>2008-08-27T23:36:00.000-03:00</published><updated>2008-09-07T01:42:38.460-03:00</updated><title type='text'>O Cravo de meu Avô</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava tranquila quando recebeu o comunicado. Que tédio, pensou. Almoçaram calmamente, um almoço de família muito mais quieto do que o esperado. Todos os seus tios e primos encaravam para os próprios pratos, suspirando um por vez.&lt;br /&gt;Entraram nos carros e se perderam no meio de tantas ruas estreitas e compridas. O moleque ao seu lado não parava quieto, chutando e berrando a cada lombada.&lt;br /&gt;Finalmente chegaram, compraram um buquê de flores amarelas. Ela odiava flores amarelas, porém, quase chorou quando a vendedora lhe entregou um único cravo amarelo. Cravos são flores que ela considera inexplicáveis. Lindas, mas inexplicáveis. Segurou-a na mão como algo precioso, prometendo-lhe segurança e conforto, quase prometendo amor, mas isso era algo que ela não sabia se conseguiria cumprir.&lt;br /&gt;Passaram pelo portão enferrujado, que mesmo sem se mexer, rangia.&lt;br /&gt;Caminhavam pelas ruas tortas e tranquilas, todos os oito. Ela desviou de uma barata ou duas, contorcendo seu rosto até uma careta aparecer. Os 0utros que a acompanhavam não aguentavam mais ouvi-la reclamar. Mas também não falavam para fazê-la parar. Ela tem o direito de falar o que quiser, pensavam todos.&lt;br /&gt;Ela ainda segurava o cravo bem seguro na sua mão. Sentia sua palma suar, mas não tinha coragem de mudá-la de mão, com medo que ela caísse.&lt;br /&gt;Andaram por mais ou menos sete metros. Foi uma caminhada tão curta e insignificante, que ela  precisou começar a inventar desculpas para fazê-la parecer, pelo menos, dolorosa. Começou, então, a ler todos os nomes e sobrenomes que estavam escritos por ali. Eram muitos nomes, e ela fazia um esforço tremendo para não rir de nenhum deles - ela era "sem noção, mas não desrespeitosa!&lt;br /&gt;Olhava para as fotos lá expostas, de pessoas velhas e feias e tortas e não vivas. Fotos parcialmente cobertas com a poeira que dominava o lugar.&lt;br /&gt;Como ela odiava tudo aquilo.&lt;br /&gt;Tudo menos a flor, que ainda estava viva entre os seus dedos.&lt;br /&gt;Sem mesmo perceber o que fazia, sempre olhando para as fotos, ela tropeçou no próprio pé e caiu de boca no chão de cimento rachado. Ficou lá deitada de barriga para baixo por alguns instantes, enquanto seus familiares riam de sua cara. Com o queixo ralado, e as palmas das mãos ardendo, ela percebeu que tinha caído em cima de sua flor. Quando pegou-a, amassada e diferente, pôs-se a chorar. Chorou como nunca tinha chorado na vida. Três lágrimas desceram de seus olhos, bem devagar, sem fazer nenhum barulho nem nada. Foi tão silencioso, que ninguém percebeu, então ela também fingiu que não tinha acontecido.&lt;br /&gt;A flor, mesmo amassada, era tão perfeita que ela não poderia - de forma alguma - jogá-la fora. O Cravo era o tipo de coisa que ela ia guardar até que achasse alguém digno de possuí-la. Então mesmo amassada, ela continuou a levar a flor com ela, segurando-a apertada na mão, perto do coração.&lt;br /&gt;Finalmente, viraram aquilo que podia ser chamado de esquina, que dava em uma ruazinha ainda mais estreita do que aquela em que estavam.&lt;br /&gt;Enquanto seu pai mostrava muita dificuldade para acender os incensos que tinha comprado, ela pensava, observando a folhinha deitada no chão, que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não&lt;/span&gt; se mexia, que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estava&lt;/span&gt; parada, mas que, ao seu ver, tinha um movimento lindo. O Cravo ainda estava seguro entre seus dedos, e ela começava a se sentir um pouco melhor ao ver que a flor ainda estava um pouco viva.&lt;br /&gt;Pensava profundamente, sobre tudo que tinha visto naqueles últimos momentos. E ela tinha visto muita coisa, coisas que ela nunca tinha reparado antes. Quando finalmente levantou sua cabeça, deu de cara com a foto daquele que eles foram visitar. Seu avô.&lt;br /&gt;A foto de seu avô, diferentemente de todas as outras, estava limpa. A sua expressão rabugenta, a única da qual conseguia se lembrar, estava tão limpa quanto dia ensoralado na praia. Ela estranhamente ficou feliz, e não conseguiu guardar o seu imenso sorriso quando, gentilmente, colocou o seu Cravo Amarelo junto da foto de seu avô.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-6087522122081527726?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/feeds/6087522122081527726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/08/o-cravo-de-meu-av_27.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/6087522122081527726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/6087522122081527726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/08/o-cravo-de-meu-av_27.html' title='O Cravo de meu Avô'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8476690619171485790.post-7050829337154438548</id><published>2008-08-18T15:30:00.004-03:00</published><updated>2009-02-15T20:48:15.963-03:00</updated><title type='text'>A barraquinha da venta</title><content type='html'>Na tarde de ontem eu vi algo que me machuca até agora. Então imagine você, leitor,o tamanho do meu sofrimento antes de começar a me julgar. Para você me entender melhor eu te explico que foi mais ou menos isso que aconteceu:&lt;br /&gt;Estava no parque sozinha, tomando um sorvete, muito feliz comigo mesma e com a minha decisão de ter ido sozinha ao parque. Eu não costumo ir sozinha em lugar nenhum, na verdade eu geralmente estou rodeada de amigos queridos. Mas bem naquela tarde, bem quando eu estava morrendo de vontade de tomar um sorvete de morango do moço da barraquinha do parque, nenhum dos meus amigos pode ir comigo. Todos eles estavam ocupados com os seus coelhos e seus cabelos, e eu não os culpo por terem preferido lavar o cabelo do que ficar comigo - afinal, cabelo lavado é essencial.&lt;br /&gt;Liguei para todos que conheço e gosto, mesmo para aqueles que não falava fazia tempo. Ninguém podia ir no parque comigo. Posso até dizer que fiquei um pouco magoada quando eu soube que ninguém poderia ir comigo. Estava com muita vontade de tomar aquele sorvete, mas não queria tomá-lo sozinha - afinal, quem anda sozinho é por que não tem amigos de verdade, e eu tenho milhões de amigos de verdade.&lt;br /&gt;Porém, depois de tanto pensar e pensar, eu decidi ir sozinha tomar o meu sorvete. Talvez, depois que eu acabasse eu passaria na casa de uma amiga que mora perto do parque.&lt;br /&gt;Quando cheguei lá, comprei o meu sorvete e o dono da barraquinha e começamos a conversar. Ele era um senhor muito simpático, velhinho, gordinho, careca e fofinho. Me perguntou de onde vinha e para onde ia, e eu lhe expliquei "venho da minha casa, e estou indo passar na casa de uma amiga. Decidi parar para tomar um sorvete, já que teria que passar aqui perto, de um jeito ou de outro." Conversamos por um tempo e eu gostei tanto dele que comprei um segundo sorvete.&lt;br /&gt;(Pois é leitor. Agora eu preciso contar para você o que foi que eu vi. E eu peço desculpas por isso, por ter que lhe causar este tipo de sofrimento, mas é que eu preciso que alguém entenda a minha dor, já que os meus amigos não querem nem tentar. Então, prepare-se, e eu peço que me perdoe pela cena que vou descrever agora.)&lt;br /&gt;Ao comprar meu segundo sorvete, percebi que não tinha mais dinheiro trocado na carteira. Então perguntei para aquele senhor se ele poderia me trocar o dinheiro. Ele pegou a nota que eu segurava da minha mão, e procurou por trocados na sua pochete.&lt;br /&gt;Foi então que aconteceu. Ele, tão inocente e mas tão malvado, fez a pior coisa que poderia ter feito na frente de uma dama como eu.&lt;br /&gt;Ele - simplesmente - cutucou o nariz e - com a mesma mão - me deu o troco que eu precisava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8476690619171485790-7050829337154438548?l=lagrimaseklinex.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/7050829337154438548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8476690619171485790/posts/default/7050829337154438548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lagrimaseklinex.blogspot.com/2008/08/barraquinha-da-venta.html' title='A barraquinha da venta'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14861832519760940964</uri><email>julia.izumino@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10642772369631256083'/></author></entry></feed>